Século XXI


Medo, o condutor do Brasil?

Na primeira eleição do Presidente Lula, incutiu-se o medo acerca de seus atos no futuro governo, com o claro intuito de destruir a campanha do até então inabalável e inabalado PT. Nada deu certo, e as palavras do presidente eleito foram: "A esperança venceu o medo". Naquele momento, foram as palavras certas, que pautaram uma das mais belas cerimônias de posse de um Presidente do Brasil. Quem não se emocionou ao ver a esperança vencer o medo, no dia da posse de um metalúrgico quase Paulista, alçado ao cargo mais alto do país. Talvez até mesmo aqueles que espalharam os boatos - hoje nós sabemos que eram boatos, e que a esperança do povo foi revelada como sendo maturidade política - tenham rangido os dentes com uma lágrima nos olhos ou friozinho na barriga, afinal de contas aquele momento era da pátria, não dos partidos ou dos medrosos de plantão.

Hoje revendo aquelas imagens, sinto a emoção aflorando novamente, agora mais discreta. Algo que não mudou, foi o orgulho do meu país e de seu povo que aprendeu o que é mudança, e qual é o momento e o instrumento correto para fazê-la acontecer. Ontem, oito anos atrás, não sabia o Brasil o que significava mudança, mais sabia muito bem o que queria. Seria muita inocência achar que o Brasil se arrependeu de sua escolha, afinal a fez mais uma vez e o Presidente Lula é o mais popular da história democrática do Brasil, faltando pouco menos de cinco meses para o final de seu segundo mandato.

Naquela época, e também na reeleição tive a sensação um pouco melhor do que hoje. Não em relação aos candidatos. Cada um deles tem condições de assumir as responsabilidades que se propõe, com equipes de governo igualmente competentes.  A guerra eleitoral assumiu patamares incrivelmente inesperados.

Tal qual em 2002, o medo tomou conta da mídia - porque o povo não teme, ele segue as tendências, no máximo. Em primeiro lançado por algum incauto religioso, que foi aproveitado por um dos lados, fazendo com que o outro tivesse que se justificar. Depois a onde foi crescendo, a bola de neve foi ficando maior e hoje recebo spams absurdos contra um candidato ou notícias de escândalos envolvendo o outro.

Enquanto isso, a campanha, as propostas, os programas de governo ficam em segundo ou terceiro plano. Os dois lados parecem temer invocar temas que podem e devem ser discutidos agora. Os candidatos devem tomar uma posição, doa a quem doer, mas devem ser firmes. Tudo é muito aéreo e imediatista, nenhum dos dois parece - aos olhos do povo - ter a mesma convicção de vida e de políticas públicas daquela que ficou em terceiro lugar e fora da disputa do segundo turno. 

Por que não discutir a mudança na lei do aborto? Por que não inovcar a repentina alta do real e suas conseqüências para o Brasil a curto e longo prazo? E quanto a taxa Selic? E os juros abusivos dos bancos? O que se fará em prol dos ainda analfabetos, miseráveis? O que será das classes B, C, D e E? Vamos corrigir os índices do Imposto de Renda, junto com a inflação e o salário mínimo? O que faremos para aumentar a poupança média do brasileiro?

Parece que a regra é: é polêmica? Joga nas costas dos outros, em tom ameaçador e calunioso. O candidato se enrola. Faça denúncias, o candidato se enrola, tem que se desculpar.

Quem perde somos nós. Saramago já escreveu sobre isto, no Ensaio Sobre a Cegueira, quando deixamos de lado aquilo que interessa e passamos a discutir só o que não presta.

Fé no Brasil, no seu povo e na sua maturidade política é o que tenho. Não há nada mais sujo e nojento do que se utilizar do medo e das pseudoreligiões para influenciar o voto do povo. A esperança venceu o medo uma vez e o fará mais uma vez. Só assim perceberão os homens de preto o que é maturidade política de um país verdadeiramente democrático, e o tom das próximas eleições será outro.

 

Que assim seja.



 Escrito por Dr. Tércio Felippe M. Bamonte às 19h40 [] [envie esta mensagem] []






Corinthians

Para novo técnico do Corinthians...TIRIRICA!

 

PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA!



 Escrito por Dr. Tércio Felippe M. Bamonte às 20h14 [] [envie esta mensagem] []






Resgate no Chile



Primeiro mundo é FODA. Os chilenos presos em uma mina desgraçada, em pouco mais de 60 dias serão resgatados. Fosse no Brasil, só a licitação demoraria 6 meses. O julgamento dos perdedores pela Lei 8.666, levaria de 2 a 10 anos (até o STF não chegar a conclusão alguma). A empresa ganhadora da licitação (finalmente) começaria a obra, que após 30 dias de trabalho, pediria rejuste do contrato. O Tribunal de Contas rejeitaria. Mais um Mandado de Segurança. É cancelada a Licitação e abrir-se-ia outra concorrência. Conclusão: Os mineiros seriam encontrados em uma escavação arqueológica daqui a 2.000 anos e o STF não terá concluído o primeiro Mandado de Segurança.


 Escrito por El Vergueirinho às 20h02 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos, Breton, Cinema e vídeo, Papelaria e escritório









 
 




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